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rss  Vol. XV - Nº 248         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
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No faustoso Hotel Holiday Inn

Adelaide Vilela lança mais um «ramo» seu!

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

Adelaide Ramos Vilela - Vilela por parte do marido - lançou mais um «ramo» da sua enorme e talentosa veia poética. É! Digam o que disserem, Adelaide Vilela é, em toda a comunidade, a (o) poeta que mais livros de poesia produziu até hoje. Não temos dados estatísticos, nem falámos com ela nisso, mas, nos últimos tempos, a Adelaide deve ter lançado quase um livro por cada dois anos. «Meus versos meninos», «Portugal à janela», «Cantares da Adelaide», «Palavras do coração» são algumas das suas «pérolas», como ela gosta de os classificar e com razão, pois não é qualquer um que é capaz de escrever um livro.

 

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Joe Puga
Foto: LusoPresse

Paralelamente a isso, Adelaide Vilela ainda colabora com a Imprensa local. Agora com o LusoPresse, mas antes esteve no Emigrante, na Voz de Portugal; e passou pela televisão e rádio comunitários. A juntar a isso, as suas viagens ao México, ao Uruguai, ao Peru, a Portugal, principalmente na zona das Beiras, de onde é oriunda. Esteve ainda em Lagoa, nos Açores, onde a câmara local patrocinou um dos seus livros. Por todo o lado onde passou, Adelaide Vilela deixou simpatia, os seus livros, e o seu saber através de conferências que proferiu junto de universidades e casas de poetas, como aconteceu no Peru. De resto, as medalhas - vimos algumas em exposição - que recebeu nesse longo e variado percurso são testemunhos palpáveis do que acabamos de relatar.

 

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Katleen Magalhães
Foto: LusoPresse

Mas a Adelaide gostava de ser mais reconhecida na Comunidade que serve desde que cá chegou em 1976, se não estamos em erro. Ela pensa, talvez erradamente, que as pessoas não reconhecem o seu trabalho. Dizemos erradamente porque no dia 12 de junho, na festa do lançamento do seu novo livro, «Horizontes de Saudade», a Adelaide tinha mais 100 pessoas à sua volta! Agora, ó Adelaide, diz-me quem é que na comunidade lança um livro com mais de uma centena de pessoas, numa sala de um grande hotel em Montreal? Que saibamos ninguém!

«Horizontes de Saudade»

O livro «Horizontes de Saudade» é um livro de 222 páginas de poesia, sendo editado pela própria autora. O prefácio é de Carlos Pinto, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, concelho a que pertence São Jorge da Beira, sua terra natal. A edição conta com 500 exemplares, poucos em nossa opinião, visto logo ali, no decorrer da festa de lançamento, praticamente todos os presentes terem saído do hotel com um exemplar debaixo do braço. Mais algumas dedicatórias e os naturais agradecimentos da escritora.

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Na presença de Adelaide Vilela, a pintora Maria João oferece um quadro ao presidente da Câmara Municipal da Convilhã, Carlos Pinto
Foto: LusoPresse

Foi por «causa» destes dados que houve evento literário, e musical, pois a Adelaide quis fazer um lançamento em grande. Dessa maneira, pudemos assistir a um momento de fado, com José João e o seu novo acompanhante, Paulo Gomes. A surpresa veio do lado da fadista, Filomena Costa, muito à vontade em palco e senhora de uma grande voz. Descubram-na que vão ver. Seguiu-se-lhes um artista israelita, Eran Onxa, muito bom por sinal, que cantou algumas mornas, com lembranças a artistas de Cabo Verde. A juventude comunitária apareceu na voz da pequenina mas já grande como artista, Katleen (Magalhães). Delicadeza, presença e muito à vontade são atributos que a podem levar longe. O espaço musical final ficou por conta do Joe Puga, um dos maiores cantores da comunidade. Voz, ritmo, presença, tudo isso, uma vez mais, Joe Puga foi capaz de demonstrar. O público aplaudiu.

E como estávamos num evento em que o objetivo principal era lançar mais um livro na comunidade, passou-se então para a sessão do lançamento da obra.

Cônsul-Geral declama poesia

 

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Fernando Demée de Brito
Foto: LusoPresse

A Adelaide dissera-me de véspera que o Dr. Fernando Demée de Brito ia declamar poesia na sua festa. Não dissemos nada, mas duvidámos. Ora, as nossas dúvidas não tinham razão de ser, pois o nosso Cônsul-Geral até foi o primeiro a fazê-lo. E fê-lo com elegância. Declamou a porção «Raios Dispersos» e foi aplaudido, mesmo se alguns ficaram surpresos por tal gesto. Depois, declamaram sucessivamente Linda Magalhães («Quero Paz»), Laureano Soares, outro poeta beirão e grande amigo da Adelaide, («Flor da Beira»), Carlos Cunha («Estrelas do Fado») e Harold Martinez, aqui a marcar presença na língua de Cervantes («Engaño de Luz»). 

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Mónica Domingos
Foto: LusoPresse

A criançada voltou a marcar presença na voz e declamação da Mónica Domingos. Nesta ocasião Adelaide subiu ao palco para discursar de maneira vibrante, onde a tónica se centrou nas suas realizações e nos projetos que hão de vir. Também agradeceu o apoio importante da Câmara da Covilhã, ali presente através do seu presidente, que considerou um amigo.

 

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Laureano Soares
Foto: LusoPresse

Foi então que o convidado de honra, se assim se pode dizer, Carlos Pinto, subiu ao palco para dizer do quanto estava orgulhoso pelo trabalho da Adelaide, motivando-a a continuar, ao mesmo tempo que lhe prometia contínuo apoio, «mas só até 2013, ano que deixarei a câmara», asseverou. E porque o público «bebia» as suas palavras, Carlos Pinto, a dado momento devia pensar-se num discurso político covilhanense, tal a demora na sua conclusão.

 

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Linda Magalhães
Foto: LusoPresse

Havia horas que tínhamos entrado para o Hotel Holiday Inn quando o livro foi finalmente apresentado e lançado. Antes, porém, Cristiana Caridade encarregou-se de fazer o elogio e carreira da autora. Imediatamente a seguir os livros já estavam a ser vendidos, com a Adelaide Vilela a assinar as dedicatórias, não sem que houvesse troca de presentes e lembranças entre a escritora, o político e uma pintora, de nome Maria João Sousa. De resto, um quadro seu foi oferecido ao edil covilhanense.

 

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Harold Martinez
Foto: LusoPresse

Felizmente que houve um belo repasto, antecedido de coquetel, no decorrer da tarde porque senão...

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