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rss  Vol. XV - Nº 248         Montreal, QC, Canadá - quarta-feira, 27 de Maio de 2020
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Na Associação Portuguesa do West Island

Espírito Santo é vida em comunidade

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

 

ass west island familia mordomo
Luís Moniz e Ideltina, mordomos, com os filhos
Foto: LusoPresse

As Festas da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade da Associação Portuguesa do West Island (principalmente Pierrefonds e Dollars-des-Ormeux) desenrolaram-se nos passados dias 18 e 19 de junho, na sua sede - os festejos - e na igreja St-Luke Parish - a coroação. Aqui, destaque-se a presença do padre José Maria Cardoso, que foi quem ordenou a Missa de coroação dos Mordomos, Ideltina Macedo e Luís Moniz, e das respetivas Domingas, José de Almeida, atual presidente associativo, com a Primeira, Ermínia Moniz, com a Segunda, Venilde Pereira, com a Terceira, Daniel Moura, com a Quarta, Filomena Pereira, com a Quinta, e José Manuel Pereira, com a Sexta. A Sétima, como todos sabem, pertence aos Mordomos. No ato litúrgico da tarde do domingo, dia 19, coadjuvaram o padre José Maria, os diáconos Toni Ramos e Pedro Tapia. Os coroados, para além dos Mordomos Luís e Ideltina, foram principalmente crianças.

Os festejos

 

ass west island grupo foto 1
Foto: LusoPresse

Na sexta-feira já houve a célebre e sempre desejada carne guisada. E não podia ser de outra maneira, visto os muitos sócios e amigos do Senhor Divino Espírito Santo terem, nessa noite de sexta-feira, muito com que dedilhar na preparação das festas. Muito há para organizar, desde o cortejo ao bazar, desde as «Pensões» aos artistas, desde a massa sovada ao vinho... É na sexta-feira que ainda há tempo de retificar o que possa estar mal feito ou fazer alguma coisa que tenha esquecido. Daí que o grupo de homens e mulheres que se reúnem nesse dia tenham tido como prémio um bom prato de carne guisada à moda de São Miguel.

No sábado, as «Pensões», mais de 100, foram distribuídas um pouco por toda a cidade de Montreal, Laval, Pierrefonds, Dollards-des-Ormeaux... Como nos disseram os Mordomos e o presidente José de Almeida, também houve algumas «Pensões» de caridade - oferecidas a pobres sem condições de pagar. Depois, na sede da associação, a tarde e a noite do sábado foram de festa pegada, com a Fátima Miguel como artista convidada. Cantigas, música para dançar, as sempre imprescindíveis «sortes» e muita... massa sovada, «sopa do Divino», entre outras iguarias. Para além disso, sempre muita alegria, muitos sorrisos, não estivéssemos num meio altamente familiar, onde quase todos se conhecem. E aqueles que se não conhecem rapidamente passem a fazer parte da família desta associação, da qual o seu presidente, um ribeiragrandense dos quatro costados, não se cansa de dizer que é «a melhor de Montreal!»

 

ass west island jose almeida

Já falámos que no domingo houve o cortejo que terminou em coroação. Agora temos de dizer que a festa, agora mais profana do que religiosa, continuou na tarde desse dia nas instalações associativas, a exemplo do dia anterior. Com mais «Sopas do Divino», com mais massa sovada, com mais tudo! caros leitores. De tal maneira que a nossa presença, que estava prevista para uma ou duas horas, se prolongou noite dentro. E sempre com a sala cheia! Que foi muito importante, como de novo nos disse o presidente, para se proceder ao momento das arrematações, fundamentais na angariação de fundos para fazer face às despesas. Dessa faceta se ocupou, e muito bem, o José Pereira, também dirigente associativo e que, com as suas brincadeiras e choramingueiras lá levou o barco a bom porto, vendendo tudo o que havia para vender. O pecúlio deve ter sido interessante. E ainda bem, que aquela gente bem o merece, pelo trabalho e canseiras que enfrentam durante todo um ano. Paralelamente esteve ativo o bazar, que é outra fonte de receitas.

No final, em nova conversa com José de Almeida e Luís Moniz, as palavras que ouvimos de ambos eram de muita satisfação pelo trabalho realizado.

Os Mordomos de 2011

 

ass west island homens comida
Foto: LusoPresse

Ideltina Macedo, mulher bonita e jovem, há 41 anos no Canadá, é natural do Pico da Pedra, e casada com Luís Moniz e mãe de 2 filhos, Mateus e Aaron (é o DJ da Associação). Esta foi a primeira vez que decidiu assumir a responsabilidade de ser Mordoma (com o marido). Quando se lhe pergunta se gostou da experiência, diz que sim, e que gostaria de repetir a experiência mais tarde. «Sabe, isto é tradição de família, minha e do meu marido». Ideltina também diz acreditar no Espírito Santo. «Tenho muita fé Nele», remata.

Luís Moniz, marido da Ideltina, está no Canadá há 37 anos e também gosta do Espírito Santo. Embora sendo a primeira vez que é Mordomo, a sua participação nestas festas, «e outras», acrescenta, não é de hoje nem de ontem. E, pelos vistos, é para continuar, como nos assegura.

Do que o casal Ideltina e Luís gostou mais desta primeira experiência como Mordomos foi do contacto que tiveram com pessoas tão generosas. «As ajudas nunca nos faltaram!»

Para 2012 e depois de alguma hesitação, foram declarados Mordomos Carlos de Sousa e João Farias.

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