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rss  Vol. XV - Nº 243         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 05 de Março de 2021
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Público português está a aderir rapidamente a novas formas de contar histórias

Lisboa - Portugal foi um dos últimos países da Europa a adotar a televisão por cabo ou por internet (IPTV), mas o público está a aderir rapidamente às novas formas de contar histórias, considera o diretor geral da produtora portuguesa BeActive.

 

televisaoporinternet

«Apesar de termos sido um dos últimos países a adotar o cabo ou o IPTV como forma de consumir conteúdos, acho que a audiência portuguesa está rapidamente a usar as novas tecnologias», defendeu Nuno Bernardo.

«Basta ver a penetração de telemóveis e de banda larga e perceber que as pessoas que têm televisão por cabo gravam, cada vez mais, os seus programas e usam os serviços de «vídeo-on-demand» e isso faz com que rapidamente a audiência nacional mude e obriga a que os programas tenham de ser diferentes», explicou.

Para o diretor da produtora que criou as séries «Diário de Sofia» e «T2 para 3», «a indústria do entretenimento está a assistir a uma alteração de paradigma»

Contar histórias significava, «durante séculos, as pessoas terem de se juntar num determinado local e a determinada hora, primeiro para [ouvir] os contadores de histórias, depois [para ver] o teatro, depois os espetáculos e, no início do século XX, o cinema», lembrou.

Com o aparecimento da televisão, a audiência sofre a primeira grande alteração, já que passa a juntar-se na sala de estar e em grupos mais pequenos. «Hoje em dia, isso está a desaparecer porque as pessoas agora veem um conteúdo quando querem e onde querem. Essa mudança no comportamento da audiência tem, obrigatoriamente, de mudar o comportamento de quem produz conteúdos», referiu Nuno Bernardo.

Conscientes deste fenómeno, os responsáveis que criaram a BeActive, em 2003, decidiram apostar no maior número de plataformas para exibir os conteúdos.

«Uma das nossas vantagens competitivas, aquilo que está no nosso DNA enquanto empresa, é que quando pensamos uma história pensamos como é que ela vai ser contada nos diversos meios», explicou Nuno Bernardo, acrescentando que é preciso criar versões diferentes para televisão, telemóveis ou internet «de forma a que a audiência tenha uma experiência muito mais rica».

O seu primeiro sucesso chamou-se «Diário de Sofia» e tornou-se «um dos primeiros formatos nacionais a ultrapassar fronteiras», tendo sido adaptado em mais de 10 países e exibido em mais de 30, inclusive pela Sony Pictures and Television.

«Fomos uma das primeiras empresas a assinar um acordo de distribuição com uma «major» de Hollywood. Desde essa data temos alargado a nossa atividade. Em Portugal já produzimos o «T2 para 3» e agora o «Beach Generation», que está em exibição na TVI», adiantou.

Entretanto, a empresa internacionalizou-se e está presente também em Londres, Dublin e S. Paulo, colaborando também para a exportação de formatos de outras produtoras.

«O nosso foco tem sido o nosso produto mas estamos a trabalhar também com outras produtoras nacionais e conseguimos recentemente a exportação de um formato que é da Mandala, que é o «Salvador», exibido na RTP, e que muito em breve vai ser produzido na Irlanda para um canal irlandês», contou Nuno Bernardo.

«Esse é o nosso objetivo: pegar na massa cinzenta que existe em Portugal e levá-la além fronteiras», concluiu.

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