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rss  Vol. XV - Nº 243         Montreal, QC, Canadá - sexta-feira, 05 de Março de 2021
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Eleições:

PSD aposta na captação de poupanças e investimentos dos emigrantes

 

psd

Lisboa - A captação das poupanças e investimentos dos emigrantes, voto misto, combinando os métodos por correspondência e presencial, e consulados «de nova geração» são prioridades incluídas no manifesto eleitoral do PSD para a área das comunidades portuguesas.

"É prioritário o desenvolvimento de mecanismos de captação de poupanças e investimentos dos portugueses residentes no estrangeiro, restaurando instrumentos de poupança (.) e criando outros que vão ao encontro deste mercado», refere o manifesto, acrescentando que o potencial dos emigrantes, nomeadamente dos empresários, tem sido «claramente desaproveitado no esforço de recuperação da economia portuguesa».

A extinção das contas poupança-emigrante, o «anunciado e sistematicamente adiado» programa NETINVEST e a forma como têm sido «ignoradas» as câmaras de comércio e as associações empresariais no estrangeiro são, para o PSD, exemplos desse «desaproveitamento».

Os sociais-democratas consideram ainda prioritária a elaboração «dos estudos indispensáveis à alteração do sistema de voto dos portugueses no estrangeiro» e defendem a «adoção do sistema de voto eletrónico ou de um método misto entre o voto por correspondência e o voto presencial», com o objetivo de combater a abstenção.

O PSD defende que as comunidades portuguesas devem ser «prioridade absoluta da política externa», defendendo a reestruturação política do Ministério dos Negócios Estrangeiros com vista a esse fim.

Neste contexto, segundo o manifesto, a reforma da rede consular deverá adotar «modelos organizacionais» que envolvam movimento associativo, iniciativa privada e organismos públicos de representação externa.

"Impõe-se dar início ao processo de criação dos «Espaços Portugal», enquanto consulados de nova geração, capazes de concentrar e coordenar efetivamente as mais diferentes vertentes da ação externa», refere o texto, avançando a possibilidade de nestes espaços instalar empresas ou associações empresariais e culturais.

A reforma do ensino do Português no estrangeiro merece também a atenção dos sociais-democratas, que querem dar continuidade à transferência da tutela deste setor para o Instituto Camões e apostar no alargamento da rede de ensino aos países fora da Europa.

Mobilizar os jovens luso-descendentes como garante da relação com a diáspora, aumentar a participação dos emigrantes na política nacional, aprovando o voto nas eleições autárquicas, e alargar a nacionalidade portuguesa aos netos de cidadãos nacionais «por mero efeito de vontade» são outras apostas do PSD para a área da emigração.

O manifesto considera que Portugal necessita de «maior afirmação internacional» para melhor defender os interesses políticos, culturais e económicos e sustenta que «é preferível estar de mãos dadas com os milhões de compatriotas (.) por todo o mundo do que permanecer de costas voltadas».

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