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rss  Vol. XV - Nº 239         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 01 de Março de 2021
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Homenagem a Aristides Sousa Mendes

 

Junta neto e descendentes de judeus salvos pelo ex-cônsul em Bordéus

 

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Nova Iorque - A inauguração de uma exposição dedicada a Aristides de Sousa Mendes juntou no domingo, em Nova Iorque, um neto e descendentes de judeus salvos da perseguição nazi pelo cônsul de Portugal em Bordéus na II Grande Guerra.

Para João Crisóstomo, da Fundação Sousa Mendes, a exposição no The Holocaust Memorial and Tolerance Center do condado de Nassau é "de longe a melhor" até hoje dedicada ao diplomata português, que salvou milhares de judeus, passando-lhes vistos que lhes permitiram transitar na Europa, até conseguirem abandonar o continente.

"Mesmo antes da sua abertura, a exposição já estava agendada para ser repetida, não só aqui nos Estados Unidos, como também na Europa", disse à Lusa João Crisóstomo, um dos principais ativistas da divulgação do nome de Sousa Mendes em terras norte-americanas.

A exposição interliga a história do cônsul português com a dos refugiados judeus, ao mesmo tempo que apresenta os principais eventos da II Guerra Mundial, de acordo com os organizadores.

Promovida pela Fundação Sousa Mendes, a exposição estará aberta ao público entre domingo, 6 de fevereiro, e 26 de março.

O Centro, situado em Glen Cove, Long Island, é uma instituição didática integralmente dedicada ao Holocausto.

Na inauguração esteve presente Sebastian Mendes, vice-presidente da Fundação e neto do ex-cônsul.

Dedicado à pintura, Sebastian será nos próximos meses artista residente do Yeshiva University Museum, em Nova Iorque, segundo disse à Lusa João Crisóstomo.

Na cerimónia esteve também a curadora Olívia Mattis, filha e neta de judeus que fugiram do Holocausto graças a vistos do cônsul português em Bordéus.

Presidido por Lissy Jarvik, que beneficiou de um visto, o conselho diretivo da Fundação integra outra neta de Sousa Mendes, Sheila Abranches.

Segundo organizações judaicas, Sousa Mendes terá salvo perto de 30 mil pessoas em 1940.

O diplomata foi declarado um "Justo entre as Nações" pela Yad Vashem, a autoridade judaica sobre heróis e mártires do Holocausto.

Também em Nova Iorque, está exposto no Museu da Herança Judaica, desde 19 de julho, data que marca os 125 anos do nascimento de Sousa Mendes, o livro de registos do diplomata.

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