logo
rss  Vol. XV - Nº 237         Montreal, QC, Canadá - segunda-feira, 01 de Março de 2021
arrowFicha Técnica arrowEstatutos arrowPesquisar arrowContacto arrowÚltima hora arrowClima

 

Brasil devia ter entidade congénere do Instituto Camões

Lisboa - O Brasil devia ter uma entidade congénere do Instituto Camões (IC) para reforçar internacionalmente a promoção da língua portuguesa, disse à Lusa a presidente daquele organismo do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

 

lingua portuguesa ana laborinho
"Nós gostaríamos muito que o Brasil também colaborasse - cada vez colabora mais -, mas que tivesse uma instituição congénere, através da qual todo este trabalho pudesse ser facilitado", disse Ana Paula Laborinho

"Nós gostaríamos muito que o Brasil também colaborasse - cada vez colabora mais -, mas que tivesse uma instituição congénere, através da qual todo este trabalho pudesse ser facilitado", disse Ana Paula Laborinho, que completou esta semana um ano à frente do IC.

Um dos aspetos fundamentais na promoção e defesa da língua portuguesa é a introdução do português como língua de trabalho nas Nações Unidas, projeto que Ana Paula Laborinho reputou como "caro", mas "importante".

"A introdução do português na ONU é um projeto caro e implica que todos os países, ou pelo menos alguns países, possam também contribuir para ele, porque é necessário não só a formação de quadros mas depois também pagar a esses quadros", destacou.

O "grande interesse" do Brasil neste projeto é evidenciado por Ana Paula Laborinho, que reforçou não ser possível isoladamente levar a cabo este projeto de internacionalização da língua.

"Temos que o trabalhar em conjunto", frisou.

Um instrumento que pode desempenhar um papel fundamental na internacionalização do português é o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP).

"Temos grandes esperanças no IILP, que foi de alguma maneira refundado - na última cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, realizada em Luanda. Esperamos que possa ser também um instrumento ativo para conseguir conciliar todas estas vontades na projeção da língua portuguesa", defendeu.

Quanto aos meios financeiros disponíveis, uma vez que as verbas atribuídas pelo OE 2011 ao IC sofreram um corte de oito por cento, - passaram de 44 milhões de euros em 2010 para 40,5 milhões de euros, Ana Paula Laborinho acredita ser possível cumprir o objetivo de "fazer muito mais" desde que haja "colaboração" e "uma forte articulação" com outros ministérios.

"Julgo que sem a colaboração, sem uma forte articulação com outros ministérios não é possível conseguirmos com menos meios fazer muito mais, que é o grande objetivo", considerou.

Ao nível da ação cultural externa, a presidente do IC define duas dimensões.

"Há, por um lado, a questão da internacionalização da cultura portuguesa, que sendo também uma atribuição nossa, é uma atribuição mais transversal, porque envolve o Ministério da Cultura. Para além disso há uma outra componente que é a diplomacia cultural", adiantou.

O exemplo, já com experiência de anos, é dado pelo Reino Unido e Alemanha, por via dos institutos British Council e Goethe.

"Isto passa por uma coordenação com as várias unidades do Ministério da Cultura", designadamente na participação em festivais de cinema, bienais ou trienais de arte, "para apoiar iniciativas e sobretudo para que elas possam ter no exterior a marca mais importante que é a marca Portugal".

O tempo no resto do mundo

Arquivos

Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor

 
LusoPresse - 2021