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| Vol. XIV - Nº 228 | Montreal, QC, Canadá - | ||||||
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Campeonato do Mundo África do Sul 2010Depois da Europa, Espanha abraça o Mundo!Por Norberto AguiarDepois de ter vencido, em 2008, o Campeonato da Europa em Futebol, a Espanha volta, agora, a ganhar o Campeonato do Mundo de Futebol, prova máxima de quantas competições se disputam no Planeta Terra, isto em qualquer tipo de modalidade desportiva. De resto, com a presença de 32 equipas, o mês de duração da competição e os seus milhões de (tel)espectadores, o Campeonato do Mundo de Futebol é muito mais do que por exemplo os Jogos Olímpicos, que só demoram 15 dias, apesar de contarem com a participação de cerca de 200 países... Candidata desde a primeira hora, mas com falta de fulgor na primeira metade da prova, a Espanha, que nunca tinha feito melhor do que um 4° lugar nesta competição, e mesmo esse já no longínquo ano de 1950, no Brasil, acabou por se impor, terminando no primeiro lugar depois de bater a Holanda, outra seleção sem títulos - esta foi a terceira tentativa, depois de 1974, na Alemanha, e 1978, na Argentina. Mas para vencer, a «laranja mecânica», cognome por que é conhecida desde que apresentou o futebol dito «total» nos tempos de Cruyff, Neeskens, Rosenbring, entre outros, a Espanha teve de empregar todas as suas forças, por que de outra maneira o título lhe teria certamente escapado. De resto, foram precisos 120 minutos de jogo para que a Espanha levantasse a famosa Taça Jules Rimet, pertença até agora só dos gigantes Brasil (5), Itália (4), Alemanha (3), Argentina (2), e de outros menores, pelo número de conquistas, está bem de ver, França, Inglaterra, Uruguai (com duas, mas ganhas já nos longínquos anos 38 e 50). Pode dizer-se que o jogo, apesar de renhido em todos os aspetos, técnico, tático, físico, neste domínio com algumas picardias à mistura, que obrigaram mesmo o árbitro inglês a mostrar vários cartões amarelos e um vermelho, teve na Espanha um vencedor justo, por ter tido maior controlo de bola (57% contra 43%), mais oportunidades de golo e mais domínio mental. De resto, foi neste último aspeto que pensamos a Espanha ganhou o jogo, isto porque evitou o jogo por vezes rude dos holandeses, que enveredando por esse caminho acabaram por se ver privados de um elemento (Heitinga) em nevrálgica zona do campo, que em nossa opinião lhes custou o golo da derrota. Não esquecer que o tento espanhol foi todo construído na zona central da área, com Fabregas, a tocar para Iniesta, que isolado fez o golo tão procurado por ambas as equipas. Depois de o mesmo Fabregas ter desperdiçado um golo certo, isolado diante de Stekelenburg, Villa ter feito parecido, aquele lance de Iniesta não podia ter tido outro fim que não fosse a bola dentro da baliza. Como acabou por acontecer. Do lado da Holanda, Arjen Robben ainda hoje deve estar a tentar perceber como é que falhou aquele lance, isolado diante de Casillas, ainda com o resultado em zero a zero. Se tem marcado, talvez quem estivesse agora a celebrar o título de campeã mundial fosse a equipa-laranja. Sabe-se que em futebol, muitas vezes, quem não mata, morre... Foi um pouco isso que aconteceu domingo passado, no decorrer da final do Mundial. Porém, temos de admitir que os espanhóis, a perderem este jogo final, seriam vítimas de injustiça, pelas razões acima transcritas. Quanto às carreiras da Espanha e Holanda até à final de Joanesburgo, os leitores podem ler artigos à parte. Curiosidades - Iniesta, que joga no Barcelona, foi considerado o homem do jogo. - Diego Forlán, do Atlético de Madrid, e integrante da Selecção do Uruguai, foi considerado o Melhor Jogador do Mundial - em 2° e 3° lugares ficaram Sneijder (Holanda) e Villa (Espanha). - Thomas Mueller, de 20 anos e que há dois anos jogava na 3ª Divisão alemã foi considerado o Melhor Jogador Jovem da competição. Recorde-se que em 2006 foi Podolski, seu compatriota, que venceu este prémio, quando Cristiano Ronaldo era o grande favorito. - Por ter tido mais assistências para golo, Thomas Mueller venceu o Prémio de Melhor Marcador do Mundial, com 5 golos, os mesmos que Villa, Forlán, e Sneijder. - Iker Casillas, o tal que beijou a noiva jornalista diante das câmaras de televisão foi considerado o Melhor Guarda-redes do Mundial. - O Prémio Fair Play, de equipa mais bem comportada da prova, foi atribuído à Espanha... A julgar pelo que fez diante da Holanda, onde vários jogadores espanhóis ripostaram à dureza holandesa... - Howard Web, juiz da final e considerado o Melhor Árbitro do Mundo da atualidade, não se safará das críticas nos tempos mais próximos devido à sua insegura arbitragem no jogo derradeiro, sobretudo no aspeto disciplinar, por deixar em campo alguns jogadores que não mereciam terminar tão importante contenda. Além disso, não validou um canto a favor da Holanda a quatro minutos do fim do prolongamento. Para sua infelicidade, no lance imediato, a Espanha marcaria o golo da vitória... - E já que estamos em maré de arbitragem, palmas para Olegário Benquerença, o nosso representante, que dirigiu três jogos, um número nunca antes alcançado por outro árbitro nacional. |
Acordo Ortográfico
Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade de referir noutro local. Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova. Contamos com a compreensão dos nossos leitores. Carlos de Jesus Diretor |
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