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| Vol. XIV - Nº 224 | Montreal, QC, Canadá - | ||||||
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Bilhete de Lisboa"O tempo parece passar cada vez mais depressa... Esta semana houve três acontecimentos, todos com ligação aos anos quarenta, década em que nasci. Fui pela primeira vez ao cabaret Maxime, em Lisboa, na Praça da Alegria. O Maxime foi um grande cabaret, de luxo, dos anos 40, mas com o passar do tempo tornou-se num espaço com fama bastante duvidosa, com strip tease e bar de alterne e acabou por fechar. Em 2007, Manuel João Vieira (vocalista dos "Ena Pá 2.000") e mais uns amigos voltaram a abrir o Maxime. Conseguiram manter o seu aspecto retro-decadente utilizando o vermelho e preto e muitos espelhos. Na sala há um pequeno palco rodeado por mesas para 4 ou 10 pessoas e ao fundo um grande bar. Fui ver um espectáculo intitulado "Que vergonha rapazes", com Miguel Guilherme. Miguel Guilherme escolheu vários textos do livro "Antologia do Humor Português", seleccionados por Inês Fonseca Santos e Nuno Artur Silva, e sozinho no palco disse à sua maneira alguns textos por vezes hilariantes, picantes e mordazes. Fiquei com a curiosidade satisfeita e gostei de ver a exibição e a sala cheia de gente nova. Valeu a pena. O outro espectáculo teve lugar no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa. Tinha como título "Nicolau, um espectáculo que marca 50 anos de carreira". Tenho grande admiração pelo Nicolau Breyner. É um artista multifacetado que tem ajudado muito o teatro e o cinema em Portugal. O Nicolau era acompanhado no palco por três músicos. Durante hora e meia ele recriou alguns dos momentos mais marcantes do seu percurso artístico partilhando histórias divertidas que ocorreram com ele no teatro, no cinema e na televisão. No fundo eram reflexões a brincar sobre o quotidiano de um homem de 70 anos. Depois deste espectáculo a minha admiração pelo Nicolau aumentou ainda mais... Outro acontecimento digno de realce foi a reabertura da Livraria Buchholz, em Lisboa, na rua Duque de Palmela. A Livraria Buchholz foi fundada em 1943 e depressa se tornou um marco literário em Lisboa, tendo falido há cerca de 2 anos. Contudo, no dia 8 de Abril passado a livraria voltou a abrir ao público. Não houve discursos apenas uma passadeira vermelha, para receber os convidados, ladeados por duas raparigas empunhando tochas - símbolo da Coimbra Editora que, numa parceria com a Editorial Leya, investiu na sua renovação. A livraria situa-se num prédio de 3 andares e vai passar a ter uma programação com lançamentos de livros, sessões de poesia, exposições, conversas com escritores e tudo que possa divulgar os livros e a sua leitura". Filipa |
Acordo Ortográfico
Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade de referir noutro local. Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova. Contamos com a compreensão dos nossos leitores. Carlos de Jesus Diretor |
| LusoPresse - 2013 | ||