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Vol. XIV - Nº 224 Montreal, QC, Canadá -
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Assembleia-geral da Caixa Portuguesa

Activos aumentam

Norberto Aguiar

Por Norberto Aguiar

A Assembleia-Geral da Caixa Desjardins Portuguesa - é assim que se chama a até agora Caixa de Economia dos Portugueses de Montreal - disse que os proventos dos seus membros, cerca de seis mil, continuam a subir no mercado. Isso mesmo foi dito pelo presidente da instituição, Emanuel Linhares, no discurso de apresentação. «Quem diria que em 1969, ano da fundação, altura em que o nosso fundo era de 25 000 dólares se atingiria, a 31 de Dezembro passado, um activo de 120 milhões de dólares e um montante de negócios de 207 milhões correspondentes a um aumento de 15.3% em comparação com o ano anterior...» E logo mais adiante, o presidente acrescentaria que «É com grande orgulho que a Caixa Desjardins Portuguesa apresenta 7% mais do que a média das cooperativas 

fotoFoto: LusoPresse

financeiras congéneres».

Para reforçar esta onda de optimismo, Emanuel Linhares, que no decorrer da Assembleia-geral viria a ser reeleito presidente do Conselho de Administração da nossa única instituição financeira no Quebeque, acrescentaria que «Estamos ainda mais orgulhosos por este ano podermos anunciar-vos que a Caixa irá distribuir pelos associados os excedentes relativos aos dividendos e que totalizam 400 mil dólares!»

Para além do presidente do Conselho de Administração, apresentaram também os seus relatórios o presidente do Conselho

fotoFoto: LusoPresse

 Fiscal, Francisco Salvador, e Jacinta Amâncio, directora-geral. De seguida, alguns dos membros questionaram a directora-geral sobre aspectos funcionais relativos à sua gerência.

Com cerca de 100 pessoas, um pouco menos do que na Assembleia de uma semana antes, aquela que criou alguma celeuma e que tratava sobre a Residência para os Idosos da Caixa, a reunião começou pelos itens habituais de «Boas-vindas», «Aprovação da Acta da última Assembleia-geral», «Mensagem do Presidente», «Relatórios...», etc, etc... Em todos, os presentes votaram praticamente de forma unânime, sinal de que os assuntos da Caixa estão a ser geridos de maneira mais do que aceitável. E quando surgiu alguém contra, as argumentações vindas da «Mesa» acabaram por refrear os ânimos dos mais insistentes, digamos assim.

 

fotoFoto: LusoPresse

Entretanto, dos pontos mais significativos e que foram aprovados, salientamos o aumento do Fundo de ajuda ao meio, a Aprovação dos juros sobre os dividendos e a Aprovação da repartição dos excedentes anuais.

Depois de um período de perguntas e respostas, a proposta de criação de um organismo que gerisse o prédio da Caixa e rendas pagas por esta e respectivos inquilinos de maneira a que, no dizer de Raul Mesquita, o proponente, «a fim de impedir a perda eventual da propriedade pela fusão ou outra transformação forçada pela Federação e que ajudaria a criar fundos destinados à promoção e apoios directos aos portugueses», não foi considerada pelo presidente, que alegou ser contra os regulamentos. No entanto, ficou no ar a possibilidade de ser revista a proposta em tempo oportuno.

Eleições

O período seguinte foi dedicado à eleição de novos membros para os Conselhos Fiscal e de Administração. Naquele foi reeleita, por aclamação, visto não haver concorrentes, Clementina Santos. Neste, para três lugares haviam quatro candidatos. Daí que se tenha procedido ao acto eleitoral, presidido por Rosana Pires, vice-presidente da Caixa, já que Emanuel Linhares se recandidatava a novo mandato. Eduardo Dias, secretário há cerca de 20 anos, também se recandidatou. Quem abdicou foi Paulo Paulino.

O resultado, então, deu o seguinte: foram reeleitos Emanuel Linhares e Eduardo Dias; eleito o jovem Luís Pires Lopes.

A última etapa da Assembleia-geral da Caixa foi concluída com a entrega das bolsas de estudo aos melhores estudantes - daqueles que apresentaram candidaturas... - no domínio do ensino universitário e colegial.

Seguiu-se-lhe um convívio entre os presentes, isto enquanto o novo elenco administrativo da Caixa se reunia pela primeira vez. 


Acordo Ortográfico

Apesar das resistências encontradas na imprensa portuguesa em geral, o LusoPresse decidiu adoptar o novo acordo ortográfico da língua portuguesa pelas razões que já tivemos a oportunidade  de referir noutro local.

Todavia, estamos em fase de transição e durante algum tempo, utilizaremos as duas formas ortográficas, a antiga e a nova.   Contamos com a compreensão dos nossos leitores.
 
Carlos de Jesus
Diretor
LusoPresse - 2014

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