Edição  Texto

Ano  XII - Nº 179 Montreal, 17 de Abril de 2008 Notícias e comentários da comunidade lusófona
ARTIGOS E COMENTÁRIOS
Editorial
A existência de uma Nação passa através da língua
Mon 25 avril dans Quebec-Presse
Diferenças Entre Fados
Crónica gastronómica

  Editor: Norberto Aguiar
  Director: Carlos de Jesus
  Meteo

Links Úteis

Teia Portuguesa



Carrefour Lusophone


Viragem.net
Páginas de Montreal

Saturnia
Primeira Página Páginas Interiores


Eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas

“É importante que Montreal se faça representar”

LusoPresse


É já no próximo dia 20 que se realiza a eleição para os representantes do Canadá no Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). Estão em liça três listas para representarem os Portugueses de Montreal, Otava e Toronto e uma outra para Vancouver.

Como foi oportunamente noticiado, o Governo Português decidiu eliminar o círculo eleitoral de Montreal para o CCP, não obstante ter guardado o de Vancouver que conta menos imigrantes de origem portuguesa. Montreal encontra-se assim aglutinado com Otava e Toronto.

Das três listas para Toronto, Otava e Montreal, nenhuma apresenta candidatos que representem as três circunscrições eleitorais. Assim, na lista A, liderada por Clementina Santos, apresentadora de TV Montreal, encontra-se outro montrealense, João Neves, contabilista, e José Carlos Rodrigues, de Otava-Hull. As outras duas listas contam com candidatos provenientes exclusivamente do Ontário.

Embora, segundo a lei, o resultado eleitoral seja submetido ao método da média mais alta de Hondt, (uma fórmula matemática inventada pelo jurista belga Victor d’Hondt, para permitir que as minorias sejam representadas em actos eleitorais), o facto de a bacia eleitoral da região de Toronto contar com dez vezes mais de população lusitana que a de Montreal, dificilmente vemos como Montreal se verá representada no próximo CCP.

O LusoPresse contactou a cabeça-de-lista de Otava-Montreal, Clementina Santos, a quem expressámos as nossas reticências na matéria. Ela concordou que a tarefa não era fácil, mas que também não era impossível. Aliás, surpreendeu-nos sobremaneira o empenho vibrante com que esta candidata se propõe defender a sua candidatura que é a única para pôr um representante do Quebeque no Conselho das Comunidades Portuguesas. “É importante que Montreal se faça representar. A nossa comunidade está a envelhecer. Não há sangue novo e as dificuldades das associações e organismos portugueses são aflitivas – disse-nos. É verdade que no passado a função de Conselheiro do CCP não deu os frutos que esperávamos, mas acredito que é possível fazer-se algo por esta comunidade. As escolas e os professores estão completamente ignorados pelo governo português. Os diplomas não são reconhecidos. As associações vivem grandes dificuldades. O meu plano divide-se em três etapas. Primeiro consultar todas as associações e organismos portugueses. Em seguida elaborar um plano de acção baseado nesta consulta e fazê-lo aprovar por todos os intervenientes. Finalmente, levar as conclusões ao CCP para as fazer executar.”

Plano simples e exigente, como se compreende, mas que só poderá ser posto em prática se realmente os eleitores de Montreal se decidirem apoiar a lista de Montreal-Otava e assim fazerem contrapeso à esmagadora maioria do Ontário.

Caro leitor e eleitor, a si de tomar a decisão, no domingo, dia 20 de Abril, a partir das 8 da manhã, pode ir votar pela sua lista.



Copyright 2004-2006 LusoPresse
All copyrights acknowledged. All rights reserved.