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Ano  X - Nº 146 Montreal, 1 de Outubro de 2006 Notícias e comentários da comunidade lusófona
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Enviar mail a Norberto AguiarCom a morte de Adriano Pereira...

Comunidade Portuguesa perde um dos seus bons valores!

 Reportagem de Norberto Aguiar


Admirado por muita gente, não surpreendeu que toda uma comunidade acorresse ao ao funeral de Adriano Pereira no passado sábado.


«Este é um momento de muita dor para nós todos que aqui estamos a testemunhar a partida dum homem bom e sério. Um homem amigo e que sempre esteve pronto para ajudar fosse quem fosse. E se dúvidas houvessem, a prova está aqui nesta igreja completamente cheia»,

Boisbriand – Adriano Pereira foi a enterrar ontem, dia 30 de Setembro. O seu corpo descansa agora em paz no Cemitério de Ste-Thérèse, cidade vizinha de Boisbriand, onde residia.

Vítima de doença que não perdoa, Adriano Pereira começou a sentir muitas dificuldades nas últimas três semanas, isto depois de um período em que o nosso compatriota chegou a pensar que podia vencer a maldita doença. Infelizmente, a sua garra e tenacidade foram insuficientes. Adriano Pereira rendia assim a sua alma no passado dia 27 de Setembro.

Admirado por muita gente, não surpreendeu que toda uma comunidade acorresse ao salão da casa funerária Goyer, em Ste-Thérèse, primeiro, e depois, ao funeral de ontem, sábado. Foram às centenas as pessoas que na sexta-feira quiseram dizer o último Adeus ao Adriano, ao mesmo tempo que davam uma palavra de conforto à esposa Maria dos Anjos, aos filhos Patrick e Betty, assim como aos irmãos Albertina, Armando, João, José Francisco; aos cunhados e restante família. Infelizmente, por razões de saúde, não esteve à «cabeceira final» do filho a Senhora Maria dos Anjos (mesmo nome da esposa), sua querida mãe. Com 89 anos de idade, uma saúde periclitante e a viver em Toronto foram razões mais do que suficientes para justificar a sua ausência.

Depois das imensas fileiras da sexta-feira, o funeral do sábado (10h00) obedeceu aos mesmos critérios. Um mar de gente voltou a querer levar o Adriano até à sua última morada. Antes, porém, o cortejo fúnebre passou pela Igreja Imaculado Coração de Maria, a meio caminho da casa funerária e da sua residência. Oficiou a missa de corpo presente o padre André Desrochers, amigo da casa e que na sua homília pôs em destaque as qualidades de Adriano Pereira como marido, pai, amigo, artista e homem da Comunidade. Osvaldo Fonseca, amigo pessoal e músico acompanhante de muitas andanças artísticas quebequenses, foi quem fez o elogio do Adriano em Português. «Este é um momento de muita dor para nós todos que aqui estamos a testemunhar a partida dum homem bom e sério. Um homem amigo e que sempre esteve pronto para ajudar fosse quem fosse. E se dúvidas houvessem, a prova está aqui nesta igreja completamente cheia», disse, nomeadamente. A seguir interveio Maria Martins, cunhada do malogrado Adriano. Falando num francês impecável, praticamente a sua primeira língua, Maria Martins referiu o quanto Adriano Pereira se sentia orgulhoso da sua família; o dom que tinha para cantar, e que lho valeu actuar ao lado de artistas como Fernand Gignac (recentemente falecido) e Michel Louvain; e, Marco Paulo, Roberto Leal, Milton César, etc. Tanto Maria Martins como Osvaldo Fonseca fizeram com que a maioria dos presentes puxasse pelo lenço para enxugar as muitas lágrimas vertidas.

Terminada a cerimónia ao toque de piano, o féretro saiu da Igreja Imaculado Coração de Maria para se dirigir para Norte da cidade, para o Cemitério Ste-Thérèse, onde repousam em paz a maioria dos portugueses desta localidade. A campa de Adriano Pereira ficou mesmo ao lado da do seu cunhado António Martins – irmão da esposa.

Com cerca de 10 a 15 minutos de percurso a fazer, as centenas de pessoas lá voltaram a estar, agora no Cemitério, numa demonstração de apoio indescritível à Maria dos Anjos e seus filhos Patrick e Betty, que de resto eram quem amparava a mãe completamente desvanecida em lágrimas. Dava dó ver. Também os presentes choravam ao mesmo tempo.

Por fim, muitas grinaldas da Associação Portuguesa – foi membro fundador e chegou a ser presidente –, do Conjunto Magic, o primeiro grupo da Comunidade para quem cantou, da família e de muitos, muitos amigos.

Antes dos mais próximos familiares e amigos se dirigirem para casa da Maria dos Anjos Martins – Pereira, o padre André Desrochers concluía o seu labor com a reza de um Pai Nosso...


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