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www.lusopresse.com - Editor: Norberto Aguiar - Director: Carlos de Jesus

Volume IX - Nº 117 - Montreal, 15 de Maio de 2005

 
   
     
SPORTING PERDE CAMPEONATO
RICARDO «OFERECE» VITÓRIA (1-0) AO BENFICA
Vítor Carvalho

Que me desculpem os benfiquistas pelo teor dos comentários que a seguir vou expandir sobre o jogo terminado há minutos, na Luz, com vitória do Benfica por 1 a 0, resultado que ditou o fim dos leões poderem chegar ao título e reforçou a fé dos encarnados na conquista da designada Superliga 2004/2005, conquista que não saboreiam vai para 11 anos.
A festa do Benfica também se estendeu a Montreal. Na sede do
Benfica, o golo de Luisão motivou esta alegria...

Que me desculpem, repito, porque neste jogo do título ficou sobretudo evidente que foi mais o Sporting que perdeu o campeonato do que o Benfica a ganhá-lo. Em que o país e os portugueses assistiram a um encontro pobre de futebol, sem espectáculo nem emoção, onde vieram ao de cima mais as carências do que as qualidades colectivas e individuais, e em que o Benfica beneficiou mais das fraquezas e dos equívocos do Sporting, do que da imposição das suas virtudes, características, aliás, que uma e outra equipa revelaram durante a época inteira.

Mas se o Benfica vier a sagrar-se campeão, como parece mais do que provável, mesmo que não lhe seja concedido o estatuto de futebol mais vistoso e consistente, não se lhe pode negar a virtude e a felicidade de, aparte as contas do deve e haver de penáltis marcados ou não, golos anulados ou validados por foras de jogo (in)existentes, expulsões, jogos de casa às costas, ter conseguido suplantar os adversários e amealhar mais pontos.

E o que fica para a história e para o contentamento dos adeptos são as conquistas e os títulos, mesmo que para tal, ao longo de toda a competição e, em particular, neste jogo da Luz, o Benfica tivesse enfrentado um Sporting debilitado pela falta de competência e de coragem do seu treinador José Peseiro, enfraquecido pela irresponsabilidade do brasileiro Liedson, derrotado pela displicência do guarda-redes Ricardo, «traído» pela estratégia do presidente Dias da Cunha.

Mas perguntarão os benfiquistas: então não temos mérito nenhum na forma como ganhámos?

Obviamente que o Benfica e o seu treinador Trappattoni têm responsabilidades e méritos no desfecho do jogo do título, em especial porque criaram obstáculos e puseram a nu a falência da táctica e da estratégia do treinador Peseiro, cujo discurso de vitória que se propôs concretizar foi mera teoria, não correspondida nem aplicada em campo, como são prova a exibição medíocre e a derrota sofrida.

José Peseiro falhou em toda a linha: jogou para o empate e perdeu o jogo e o Campeonato.


 
 

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